O mar não me diz nada.
Deveria me falar?
Não entro nas ondas
E nem me deixo arrastar.
Olha-lo não me traz paz
Não me sensibiliza,
À praia não me traz,
A minha vida não energiza.
Sem seios,
Devaneios,
Rodeios,
Anseios.
As ondas que vem,
As ondas que vão,
Nada me dizem,
Me resta solidão.
Onde falta coração,
Sobra labor.
Se falta sensação,
Não há amor.
Ao menos o som
Mostra-se amável
Confesso que é bom,
Me soa agradável.
Respeito o mar,
Seus marujos,
Iemanjá;
Ainda que sujo.
Talvez seja velhice,
Essa falta de emoção.
Busco a mesmice,
A falta de ação.
Me deixe não gostar.
Não fique pasmo!
Pois mesmo do mar
Vem o marasmo...
sábado, 15 de outubro de 2016
sábado, 10 de setembro de 2016
Amarelo
Se não tiver controle, você pode viciar e desperdiçar muito tempo até conseguir voltar.
Se não puder utilizar, você pode fazer escolhas muito precipitadas, erradas e ter condutas absurdas que ninguém terá coragem de apoiar.
Se você souber usar, você pode conseguir se equilibrar e, porque não, se salvar.
Se não puder utilizar, você pode fazer escolhas muito precipitadas, erradas e ter condutas absurdas que ninguém terá coragem de apoiar.
Se você souber usar, você pode conseguir se equilibrar e, porque não, se salvar.
É energia. É força. Faz parte do equilíbrio.
Energia vital, que se produz, compartilha, desperdiça, multiplica e elimina.
Somos a usina de nós mesmos.
Vez ou outra acontecem desastres que impõem a necessidade de isolamento. Porém, controlado, condicionado à vida de animal social.
Quando se perde essa socialidade, se perde o sentido. Vira-se bicho abaixo e acima da linha do pecado. Aumenta-se a voltagem, os riscos, entra-se em rota de autodestruição.
Em algum momento, por recomendação médica, conselhos de amigos, pressão da família, amor, fé ou xirilubaiê é possível acionar um modo de segurança, capaz de desarmar a bomba.
Mas nem sempre se encontra ajuda para ativar o modo de segurança e a bomba explode.
Às vezes em silêncio, outras aos tiros, algumas do alto e umas do fundo do mar.
E assim a vida se vai. A energia se dissipa. E ninguém mais sabe com certeza o que acontecerá. Talvez só Deus e os ateus.
Uma estatística silenciosa, antecedida por uma vida tenebrosa e resultante de uma morte indecorosa.
Mulheres, vocês não sabem a força que têm. Ou sabem, mas preferem se fazer rogar.
Vez ou outra acontecem desastres que impõem a necessidade de isolamento. Porém, controlado, condicionado à vida de animal social.
Quando se perde essa socialidade, se perde o sentido. Vira-se bicho abaixo e acima da linha do pecado. Aumenta-se a voltagem, os riscos, entra-se em rota de autodestruição.
Em algum momento, por recomendação médica, conselhos de amigos, pressão da família, amor, fé ou xirilubaiê é possível acionar um modo de segurança, capaz de desarmar a bomba.
Mas nem sempre se encontra ajuda para ativar o modo de segurança e a bomba explode.
Às vezes em silêncio, outras aos tiros, algumas do alto e umas do fundo do mar.
E assim a vida se vai. A energia se dissipa. E ninguém mais sabe com certeza o que acontecerá. Talvez só Deus e os ateus.
Uma estatística silenciosa, antecedida por uma vida tenebrosa e resultante de uma morte indecorosa.
Mulheres, vocês não sabem a força que têm. Ou sabem, mas preferem se fazer rogar.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Desclassificação
É estranho ganhar e não levar. Fazer parte e não poder participar. Olhar e não poder tocar. A insensatez da contradição deixa na boca um gosto esquisito, de sentimento de incompletude, como a fome.
Às vezes, parece ser mais justo nunca ter a oportunidade de chegar tão perto para jamais ter que lamentar o que deixou de acessar.
Por alguns momentos, não raro longos, a sensação é a de que o melhor é nunca chegar. Viver sem oportunidades. Nunca projetar. Ou então, perder por própria incapacidade, com reconhecimento da automediocridade. Ter a paz de espírito de não ter sido capaz.
O problema é quando não se está claro o porquê não venceu. Quando pedalar vira crime de responsabilidade e quando se treina muito para ser roubado.
Perturbador.
Perturbador.
sábado, 16 de julho de 2016
Nos deixem sonhar
Aos 26 anos, não se é tão jovem quanto se imagina ser e nem tão adulto quanto se parece ser.
Mas na essência, ainda me imagino jovem como há uns 6 anos. Inclusive, politicamente.
Desde 2010, tenho me alinhado politicamente às ideologias de partidos que comumente são rotulados de "extrema esquerda". Tudo bem, sou canhoto, isso explica em parte minha inclinação para a esquerda. Mas mais do que isso, eu ainda sou jovem.
Quando se é jovem, a cabeça pensa para frente, com os olhos no futuro. E quando um jovem pensa em futuro, ele pensa com liberdade, projetando sonhos, ideais e utopias. Ou ao menos assim deveria sempre ser.
O jovem não pode ter compromisso com a ordem comum das coisas. Não tem patrimônio e privilégios a proteger e, por isso, politicamente, tem liberdade para se aliar com os ideais de partidos que não são conservadores e não estão comprometidos com a manutenção do status atual das coisas. Ser jovem é olhar, com esperanças, para o longo futuro que tem pela frente.
Me arrisco a dizer que uma sociedade que sufoca os sonhos, ideais e utopias de sua juventude não tem futuro. O futuro de longo prazo é construído pela juventude e não pela atual geração adulta, que só consegue ver o futuro até onde a neblina de preocupações deixa ver. O jovem é imprudente, ousado, consegue enxergar além, embora não saiba ao certo distinguir o que seja futuro do que seja fantasia. Mas é assim que deve ser. A juventude precisa sonhar, precisa acreditar em teorias incertas.
E se a "extrema esquerda" tiver errada? Ela terá errado como todos os grandes partidos que se revezam no Poder têm errado. Os erros se sucedem porque os mesmos partidos e ideologias se revezam ao invés de se sucederem. Nunca saberemos se a esquerda está errada se nunca a deixarmos governar. Ah, não me venha com essa de que PT era governo de esquerda, porque no dia que Lula indicou Henrique Meirelles para o Banco Central em seu primeiro mandato, ele deixou bem claro qual era a política econômica do PT.
Quando o jovem defende socialismo, ele não defende o socialismo de Stalin, de Fidel... A atual juventude não viveu esse socialismo. Ela defende o socialismo que acredita ser possível e não o socialismo que não assistiu. Essa é a dificuldade que a geração adulta tem de entender como ainda se pode acreditar em socialismo. Eles não conseguem ver o socialismo além do socialismo que viram acontecer, perderam a capacidade de sonhar, idealizar.
Uma hora, todos nós, paramos um pouco de acreditar nos sonhos e em ideologias. Contudo, não podemos impedir as pessoas, sobretudo os jovens, de continuar sonhando e acreditando.
Talvez em mais alguns anos eu deixe de ser um jovem no coração e me torne um liberal, daqueles que defende a confiança do "mercado", a necessidade de privatizar os serviços essenciais. Porém, nesse dia, se eu esquecer, me lembre de não impedir ninguém mais jovem do que eu de sonhar, mesmo naquilo que pareça sem qualquer sentido.
Nunca me esqueci do dia que eu estava fazendo a mão um fichamento avaliativo sobre um texto de umas 150 páginas e ouvi, sentado na mesa da copa, sem poder parar para ver a TV que estava na sala, o discurso mais inspirador que um jovem da minha idade poderia ouvir. Nesse dia, fiquei com lágrimas nos olhos e continuei meu fichamento com a inspiração de que aquele sofrimento não era mais forte do que meu poder de sonhar.
domingo, 26 de junho de 2016
Vida ou morte
A morte é a fronteira final. Aquela que separa nosso mundo relativamente previsível de um mundo totalmente desconhecido, do qual tudo que se conhece são crenças, incertezas e probabilidades.
Não saber com certeza o que há do lado de lá talvez explique o medo que todos, de alguma forma, têm de morrer. Apesar de não facilmente assumido, talvez esse seja o maior medo de todos nós, aquele nos faz diariamente adotar medidas que, mesmo sem gostar, se fazem necessárias para a proteção de nossas frágeis vidas. Esse medo é força motriz, nos faz viver com cuidados, desenvolver um senso de autopreservação em meio aos perigos que nos cercam.
E quando não se tem medo de morrer?
Se vive com mais liberdade e sem muito senso de preservação de si mesmo. Se vive com desprendimento e com menos medos. Se vive sem senso de humanidade.
Todo animal traz em si como instinto mais agudo o instinto de sobrevivência, não necessariamente por entender o que sentido do que representa a morte. No entanto, quando um homem, deliberadamente, resolve renunciar ao medo da morte, ele consequentemente, torna o seu instinto de sobrevivência um instinto secundário, abaixo de outros como, por exemplo, o instinto de reprodução da espécie.
Um homem sem medo da morte não tem muito amor próprio e é um passageiro vagante por entre plataformas desertas da madrugada, fumando pacientemente um cigarro, enquanto não passa o trem da morte.
Um homem sem medo da morte leva uma vida "mercenária", daquelas que só se justifica enquanto tiver algo a oferecer de bom. Mas não se engane! Quem leva uma vida "mercenária" não quer morrer "de graça", não atravessa sinal verde no centro da cidade. Para essas pessoas a vida é como um jogo, no qual enquanto se tem fichas é preciso continuar jogando até que elas definitivamente se encerrem. E para elas, o fim das fichas não é um problema. Não ter medo de morrer é não tê-la como uma preocupação e, não necessariamente, querê-la como opção.
Um homem sem medo da morte não tem muito amor próprio e é um passageiro vagante por entre plataformas desertas da madrugada, fumando pacientemente um cigarro, enquanto não passa o trem da morte.
Um homem sem medo da morte leva uma vida "mercenária", daquelas que só se justifica enquanto tiver algo a oferecer de bom. Mas não se engane! Quem leva uma vida "mercenária" não quer morrer "de graça", não atravessa sinal verde no centro da cidade. Para essas pessoas a vida é como um jogo, no qual enquanto se tem fichas é preciso continuar jogando até que elas definitivamente se encerrem. E para elas, o fim das fichas não é um problema. Não ter medo de morrer é não tê-la como uma preocupação e, não necessariamente, querê-la como opção.
O pior inimigo é aquele que não tem medo da morte. É frio.
O pior criminoso é aquele que não tem medo da morte. É capaz de amarrar uma bomba na cintura ou de sair praticando roubos por aí com uma arma na cintura sem qualquer medo de morrer ou peso de consciência por matar inocentes. É por isso que a luta armada contra o terrorismo é quase uma fantasia. Quem não tem medo de morrer, não tem pudor em matar. Como lutar contra quem não tem medo de morrer? Oferecendo o risco de morte? É uma questão psicológica, mental. A guerra precisa ser psicológica, é preciso penetrar nas mentes, na cultura e na educação. Por isso é tão difícil, sobretudo, em uma realidade cultural e histórica tão permeada por guerras.
Muito tempo atrás, vi uma entrevista na qual um menino do tráfico de uns 10 anos dizia não ter medo de morrer e falava com segurança que, se ele morresse, o tráfico o substituiria por alguém "pior do que ele" ("pior" no sentido de ainda mais cruel). Seria a guerra armada contra o tráfico nas favelas também uma fantasia? Os menores que estão desde cedo convivendo com o crime, em geral, são mais frios do que os adultos, mais dispostos a matar e com menos medo de morrer (têm menos a perder, sendo que perder a vida não é uma preocupação), talvez até pela falta de um amadurecimento que já os tenha permitido entender o que significa a morte.
Oferecer a morte a quem não tem medo de morrer não é a solução. Por isso defendo uma cruzada de educação, de formação cultural e religiosa, bem como de dignidade humana, em resposta ao tráfico. É preciso "sequestrar" as mentes dos jovens que se alistam para o exército do tráfico. É preciso dar sentido a essas vidas, a ponto de se criar um medo em perdê-las - o medo de morrer. Estamos longe de conseguir essa proeza, o que torna ainda mais insana e sem sentido a luta armada contra os suicidas do tráfico e do fundamentalismo religioso/político.
Com quem não teme a morte, a única forma de vencer é preenchendo o mosaico da vida, é despertando na vida tanto sentido que faça a morte parecer uma indesejada visitante.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Praça de Guerra
Diga-me o que tu escolhes e te direi quem és. Eu acredito em Deus, sabe? Talvez até o dia que a ciência consiga explicar porque o "Big Bang" só foi capaz de criar racionalidade na espécie humana entre trocentas espécies vivas; até lá, acreditar que, entre tantas espécies criadas, as reações fisioquímicas da grande explosão só privilegiaram a nossa espécie, com todo respeito, me soa tão insano ou sem sentido quanto acreditar em Deus. Então, se é pra escolher em qual "fantasia" acreditar, prefiro acreditar em Deus mesmo.
Mas não é de Deus que quero falar não. Quero falar de escolhas. Mas por que falei de Deus? Porque acredito que a ampla liberdade de escolha foi o maior dom dado por Deus à espécie humana, capaz de levar o homem ao sucesso ou à perdição.
A vida humana é mágica justamente por causa desse poder de escolhas. São elas que tornam a vida tão imprevisível. Viver é um constante escolher; até respirar se pode escolher. Só não se escolhe nascer ou morrer, sendo que, nesse último caso, a escolha feita por um terceiro pode fazê-lo salvar sua vida antes mesmo que você consiga por fim a ela.
Eu acredito em vida de três esquinas. Tipo o centro daquela cidade horrorosa chamada Belo Horizonte. Nunca existem somente duas escolhas, na minha opinião. Sabe o "sim" e o "não"? Eu também acredito no "são", que, coincidentemente, remete ao verbo "ser". Acredito em Deus e na ciência; em coisas inexplicáveis à ciência pode haver Deus, assim como que pode haver ciência na religião. Acredito que entre os extremos tem sempre o meio termo que alia os dois, como é o ser humano em relação ao "bem" e ao "mal".
Mas essa terceira esquina é como viajar para Hogwarts pela plataforma 9 3/4, aquela que só os bruxos conseguiam ver por dentro de uma pilastra de concreto. Às vezes, é preciso ser míope na vida, pois só assim conseguimos ver o que foge ao olhar comum e ver a terceira esquina. Escolhas intermediárias, muitas vezes, são mais do que ficar em cima do muro, são a picareta para implodir o muro que nos separa de resultados e de nós mesmos.
O mundo pode ser muito mais legal com três opções. Porém, é preciso cuidado. Assim como a velha Belo Horizonte, quando se escolhe uma das esquinas e penetra profundamente por ela, desfazer a escolha e retornar à encruzilhada inicial de decisão nem sempre é fácil. Na vida, cada quadra percorrida envolve cruzar por mais um cruzamento de três esquinas, sendo que essas esquinas não são facilmente identificáveis e é difícil se saber de qual rua se partiu inicialmente.
Escolher é um constante ir em frente, sendo que desfazer uma escolha já traz em si uma outra escolha. Nunca é um simples voltar atrás. Cada esquina traz em si uma chave de combinações possíveis, envolve uma análise combinatória. Lembra? Pois é. É difícil se saber para onde vai e mais difícil ainda conseguir voltar ao exato status anterior à medida que levamos à frente nossas escolhas cruzando por novas encruzilhadas decisórias.
Contudo, uma é a certeza, qual seja, a de que, aconteça o que acontecer, você colhe os resultados do que escolheu e é fruto de suas próprias escolhas. Se Deus existe, como acredito, esse foi o maior dom deixado ao homem, um dom que não assegura que seremos santos, mas que nos garante força criativa. Se você acredita só no "Big Bang", sem Deus, que sorte incrível essa que só nossa espécie teve após a explosão.
Viver às vezes envolve virar esquinas "cegas", aquelas de muro alto que viramos sem conseguir ver o que está do lado de lá. Entretanto, nessas horas, é preciso respirar fundo e virar, e seja o que tiver que ser.
domingo, 15 de maio de 2016
Sonho
De novo?! Sim! Hoje sim, hoje sim! Todo domingo agora é assim, dia de "coluna" no blog. Semana agitada esta que acabou, derrubaram nossa presidente, tiraram o povo do poder. Era sobre isso que eu já ia escrevendo até que, ao ouvir as músicas que terminei de baixar, ouço Andrea Bocelli cantando isso aqui. Aí lembrei do milagre de segunda-feira dia 02/05/2016: Leicester City campeão. Todos os comentaristas, sites esportivos e demais profissionais do futebol já teceram longas linhas sobre o milagre de Leicester, por que não eu?
Quando penso em Leicester campeão, me sinto orgulhoso, sem nunca ter ido em Leicester, sem jamais conhecer alguém que um dia lá esteve. Quando começou nos fins de 2015 o campeonato nacional de futebol mais valioso do planeta Terra, ninguém, talvez só o mais bêbado dos ingleses, seria capaz de apostar que o nanico Leicester City FC, que nunca antes conquistara um título de expressão na Inglaterra e que brigara para não ser rebaixado no último campeonato, poderia escandalizar o mundo e vencer a tradicional Premier League.
Durante todo o campeonato, enquanto o Leicester teimava em brigar pelas primeiras posições, o mundo esportivo tratava com desdém as chances do clube ser campeão, afinal, o que poderia fazer o pequenino Leicester contra clubes tão tradicionais, campeões e ricos?
Mas foram chegando as rodadas finais, o pequeno clube inglês foi resistindo à força dos clubes mais ricos do mundo e atrasando o relógio da carruagem da cinderela, fazendo o mundo começar a suspeitar que o conto de fadas poderia ser uma história real. E assim foi rodada a rodada, com cada vez mais torcedores ao redor do mundo torcendo pelo sucesso do pequeno inglesinho frente à artilharia pesada dos multicampeões times da terra da rainha, até a inesquecível segunda-feira dia 02/05/2016, quando o Leicester sagrou-se campeão.
A história do Leicester é um conto de fadas do futebol, no qual um time formado por jogadores baratos rejeitados por grandes clubes, muitos mais acostumados em jogar as divisões secundárias do futebol inglês do que a primeira divisão, conseguiu sagrar-se campeão da liga nacional mais cara do planeta. É a história de um treinador italiano que nunca havia conquistado um grande título de verdade, que foi chutado em sua última experiência profissional e que apostou pizzas com seus jogadores em caso de vitórias durante a temporada, vindo agora, no fim da carreira, a ganhar respeito.
O milagre de Leicester é um pouco do milagre de nós mesmos, da gente comum, que precisa ter coragem para todos os dias disputar espaço com aqueles que são mais privilegiados financeiramente e intelectualmente, que precisa trabalhar firme para ter uma chance de sonhar, que precisa saber resistir nos momentos críticos que indicam não ser possível prosseguir. O sonho de Leicester representa aquele sonho que uma pessoa simples acha ousado até de sonhar e que, quando acontece, não se consegue nem acreditar.
Em um futebol moderno de cifras milionárias, Leicester representa a magia do esporte, a chama que não se apaga no coração dos amantes do esporte e da vida.
Andrea Bocelli prometeu ao seu amigo Claudio Ranieri, técnico italiano do Leicester, que cantaria no último jogo do time em casa, caso ocorresse o improvável título; e cumpriu. Em uma cena de arrepiar, Bocelli, que descobri ser cego, cantou para um estádio cheio de pessoas que mal acreditavam que o sonho tornou-se realidade. Bocelli, um cego, que carrega na voz o canto daqueles que fizeram e fazem, diariamente, aquilo que a lógica diz não ser possível, fechou de modo triunfante esse sonho da vida real. Obrigado, Leicester!
Me arrisco a dizer que até os céus pararam para contemplar esse espetáculo.
A história do Leicester é um conto de fadas do futebol, no qual um time formado por jogadores baratos rejeitados por grandes clubes, muitos mais acostumados em jogar as divisões secundárias do futebol inglês do que a primeira divisão, conseguiu sagrar-se campeão da liga nacional mais cara do planeta. É a história de um treinador italiano que nunca havia conquistado um grande título de verdade, que foi chutado em sua última experiência profissional e que apostou pizzas com seus jogadores em caso de vitórias durante a temporada, vindo agora, no fim da carreira, a ganhar respeito.
O milagre de Leicester é um pouco do milagre de nós mesmos, da gente comum, que precisa ter coragem para todos os dias disputar espaço com aqueles que são mais privilegiados financeiramente e intelectualmente, que precisa trabalhar firme para ter uma chance de sonhar, que precisa saber resistir nos momentos críticos que indicam não ser possível prosseguir. O sonho de Leicester representa aquele sonho que uma pessoa simples acha ousado até de sonhar e que, quando acontece, não se consegue nem acreditar.
Em um futebol moderno de cifras milionárias, Leicester representa a magia do esporte, a chama que não se apaga no coração dos amantes do esporte e da vida.
Andrea Bocelli prometeu ao seu amigo Claudio Ranieri, técnico italiano do Leicester, que cantaria no último jogo do time em casa, caso ocorresse o improvável título; e cumpriu. Em uma cena de arrepiar, Bocelli, que descobri ser cego, cantou para um estádio cheio de pessoas que mal acreditavam que o sonho tornou-se realidade. Bocelli, um cego, que carrega na voz o canto daqueles que fizeram e fazem, diariamente, aquilo que a lógica diz não ser possível, fechou de modo triunfante esse sonho da vida real. Obrigado, Leicester!
Me arrisco a dizer que até os céus pararam para contemplar esse espetáculo.
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