Sabe uma coisa que me incomoda muito? Heróis. Não os fictícios, dos quadrinhos e desenho animado.
Tenho como uma das máximas de minha vida profissional fazer o que precisa ser feito, aquilo que sou pago para fazer, sem choro nem vela. Mas tem muito gente que não é assim.
Por mais que se diga que não, algumas profissões possuem graus maiores de importância/responsabilidade do que outras. Nessa categoria, sem dúvidas, estão as carreiras de policial e bombeiro.
Arriscar sua própria vida por outra pessoa, tendo que lutar contra chamas ou tiros, com certeza é um ato de bravura louvável. No entanto, na minha opinião, realizar tal ato profissionalmente, ou seja, sendo remunerado para tal finalidade, não torna ninguém herói. Penso que se você é pago para salvar vidas isso se torna um dever profissional e, dentro daquela máxima que citei anteriormente, se torna um apenas "fazer o que precisa ser feito".
Quem escolhe ser policial ou bombeiro não escolhe (ou não deveria escolher) ser herói, mas somente escolhe um ofício, ainda que de singular importância.
No entanto, vivemos hoje (ou talvez sempre vivemos) uma era de capitães "Nascimento", na qual colocar uma arma na cintura se tornou sinônimo de licença para ser herói. Muitos policiais, infelizmente, pensam que quando vestem uma farda vestem na verdade uma roupa de super-herói e devem usar a arma que carregam consigo contra vilões. É uma imagem até romântica, pois os policiais, muitas vezes, sentem que podem salvar a sociedade apenas na base do tiro, prendendo "malfeitores que não são dignos de viver em liberdade".
Acontece que o crime é um fenômeno social cuja origem vai além do mero desejo individual de roubar, matar, estuprar... Apenas prender ou matar o máximo possível de pessoas que cometem crimes não resolve o problema da criminalidade, uma vez que esse problema passa pela pobreza, pela falta de acesso a serviços públicos e desemboca no desejo individual de delinquir. Assim, punir quem comete um crime é como atirar na ponta de um iceberg achando que destruí-la será capaz de eliminar o gigantesco bloco de gelo que está embaixo d'água.
A sociedade, em geral, espera heroísmo dos policiais, dentro daquela visão romântica de eliminação de vilões; por isso, ela se frustra toda vez que sente que os vilões estão vencendo. E os policiais, muitas vezes, compram essa história e acreditam nela. Talvez por causa disso sejam recorrentes na classe policial os sentimentos de que os policiais não são reconhecidos e de que os meios de comunicação sempre querem apenas denegrir a corporação perante a sociedade.
Vejo diariamente policiais e simpatizantes reclamando nas redes sociais que erros policiais são expostos à exaustão na imprensa e que ela não mostra os casos nos quais policiais fizeram partos de gestantes, salvaram animais, velhinhas indefesas e etc. Ora, meus caros, ser policial é salvar vidas e não querer louros por isso. É salvar vidas em vielas escuras e não se importar se alguém viu, noticiou etc. Por quê? Porque esse é seu trabalho. Lembra daquela máxima de fazer o que é pago a você para fazer? Pois é... Infelizmente é assim que funciona no mundo profissional dos seres humanos não heróis.
Sem querer ser desagradável, a imprensa é filha da puta com todo mundo, seja com o médico exemplar, mas que por um descuido deixou um paciente morrer ou com um policial espetacular, mas que matou por equívoco um inocente. É duro, eu sei, porém salvar criancinha, animais, velhinhas não dá nem a terça parte da audiência gerada por tragédias, erros humanos e por aí vai. Não é perseguição com a classe policial, pode acreditar.
Por isso eu realmente não entendo essa obsessão que a classe policial tem de querer ser tratada pela sociedade com heroísmo. A morte de um policial não o torna herói e não justifica uma reportagem jornalística em homenagem.
O que se deve perseguir é uma maior valorização salarial da carreira, o oferecimento de melhores condições de trabalho pelo Estado, mais treinamento e etc, haja vista que essa classe profissional se submete a riscos maiores do que praticamente todas as outras. Mas sério, exigir tratamento de herói pela sociedade e pela imprensa, com todo respeito que nutro pela profissão, é algo que não vejo o menor sentido.
Como disse, ninguém escolhe ser herói. As pessoas escolhem profissões.
Eu não quero mais escrever poemas (talvez por um tempo).
Meu negócio é prosa. Muita prosa, diga-se de passagem. Dois dedos não são suficientes. Gosto daquela prosa marota, sobre "isso tudo que tá aí", passando pela crise política e terminando nas incertezas humanas.
Quando escrevo poesia, tenho recordações, algo me inspira (uma música, uma musa, sei lá, até mesmo a falta de inspiração). Mas quando eu proseio não! É diferente. Eu grito qualquer coisa e pronto/ponto. É quando me perco na prosa que me encontro.
25 anos.
Com o tempo minhas ideias se organizam mais facilmente.
Porém, não consigo falar de poesia sem falar dela. Às vezes ainda penso nela, raramente, para dizer a verdade, mas ainda penso. Meu maior medo era que ela se tornasse uma Capitu. Não pela dúvida traiu/não traiu, mas pela dúvida "será que ela já gostou de mim? Estive perto de conseguir? Faltou pouco?" Pois é... Acho que conscientemente deixei que ela se tornasse uma Capitu. Aliás, talvez eu até tenha achado mais fácil fazer assim e cultivar uma dúvida. Nunca perguntei e a dúvida ficou e ficará até os dias em que eu encontre uma certeza mais forte que essa dúvida. Por algum motivo inexplicável gostei (muito) da Paula. Não me lembro de nada concreto que justificasse o surgimento de tamanho afeto. Foram só coincidências que fizeram com que nos encontrássemos por aí no quintal de Deus. Mas sabe? Foi uma coisa meio de alma, senti muito facilmente uma empatia natural por ela. Havia certamente outras garotas mais bonitas, mais próximas, mais amigas... mas não adiantava. Isso eu só sentia por ela. E olha que nem éramos tão próximos. Contudo, esse afeto diferenciado eu nunca senti ser mútuo, nunca senti reciprocidade (e ela não tem culpa disso, afinal, afeto apenas se sente), por isso nunca me esforcei, nunca fui contundente e deixei que a dúvida fosse naturalmente cultivada dentro de mim. Por quê? Talvez apenas para que eu tivesse uma contínua fonte de inspiração. Vai saber... Ainda penso nela, mas sempre rapidamente, como quem insiste em tentar não esquecer um rosto que não vê há muito tempo. Não faço projeções, apenas a imagino feliz, sentindo-se em condições de se realizar como pessoa e de concretizar seus objetivos. Isso me basta. Mais ou menos, na verdade. Mas a vida segue e precisa seguir.
No mais, não vejo telejornais. Só assisto futebol e filmes. Me informo confrontando notícias na internet e tento, mais uma vez, iniciar um período sabático (de estudos) vivendo numa cidade de interior, na qual não existe Big Mac, não há trânsito e vou ao trabalho andando, existe mototáxi, pessoas despacham bicicletas ao invés de bagagens quando viajam de ônibus e existem mais restaurantes japoneses por metro quadrado do que na capital.
Amanhã é o dia 01.
Mais um dia de recomeço, de aprimoramento pessoal, de experiências adquiridas que me salvarão em momentos de sufoco, mas também de novas experiências, coisas e gente nova. Às vezes é bom viver longe de "casa". Em um lugar onde nada se conhece e nada se sabe. É bom se perder nas ruas e saber que precisa achar o caminho de volta. É bom perder referenciais e ter que diariamente buscar novos. Mas também é bom saber que se pode voltar para "casa" e continuar uma vida interrompida há uns 7 meses. Sabe uma das coisas que mais gosto de fazer quando volto alguns dias pra "casa"? Comer um Big Mac na véspera de voltar embora. É como uma última ceia antes de partir; um último encontro com algo que não sei quando comerei de novo. É um separador de vidas.
Gosto muito de uma passagem bíblica que diz que onde está o seu tesouro, lá está o seu coração. Concordo muito com isso, mas sabe? Hoje, meu coração vai onde eu vou. Minha vida é onde estou, seja em "casa" ou aqui. Quando estou na cidade velha que considero minha "casa", estou 100% lá, sem ressentimentos, sem saudosismos, apenas me deixo estar. Quando estou aqui, também estou "firmão", decidido, sem desespero em voltar. Como um camaleão que muda de cor conforme muda de ambiente, um anfíbio que gosta do molhado, mas também vive bem no seco. Sou intenso, não sei me deixar pelas metades. Meu traço é grosso, meus cabelos são escuros como se fossem tingidos e sou firme como uma rocha no que acredito. Sou ideológico. Gente assim não vive se não for com intensidade. Boto meu coração naquilo e em quem acredito. Boto meu coração no que faço.
A Copa do Mundo me fez adquirir um novo comportamento: não consigo assistir os jogos sofríveis do Campeonato Brasileiro sem fazer alguma outra coisa simultaneamente. Neste momento, enquanto passo os olhos em mais uma derrota do meu time no campeonato brasileiro, escrevo o rascunho da postagem a mão em uma folha de papel.
Tenho muita coisa pra escrever aqui no blog, mas este macaco de camisetas que vos escreve está de mudança para outra cidade em alguns dias em razão da nomeação em um concurso público e por isso está com a cabeça a mil.
Mas então.
O tema desta postagem está meio velho, mas preciso expor minha opinião sobre ele.
Há cerca de um mês, uma garota gaúcha se tornou assunto nacional ao ser flagrada chamando de "macaco", aos gritos, o goleiro Aranha, do time do Santos, durante a vitória desse time por 3x0 sobre a equipe Grêmio, em Porto Alegre/RS.
Esse fato foi amplamente noticiado pela imprensa brasileira, gerando indignação nacional. Resultado: a tal gaúcha foi demitida de seu emprego; teve a casa incendiada por um lunático; está respondendo a inquérito policial; e se tornou alvo de toda sorte de críticas.
Onde quero chegar. Cara, essa gente toda não sabe o que é a atmosfera de um campo de futebol. Não! Não tô dizendo que a gaúcha não praticou um ato de ofensa e tampouco estou apoiando a conduta dela. Mas não consigo ver no ato dela a mesma carga de reprovabilidade que os meios de comunicação deram.
Eu, indivíduo pardo de pai negro, apoiador das cotas raciais e favorável a toda forma de inclusão social da população negra, achei tudo um grande escândalo e espetáculo exagerado.
Quem, como eu, vai ao estádio, ainda que nos estádios amadores do Espírito Santo, sabe que durante uma partida de futebol vive-se tudo muito intensamente (além da racionalidade). Pessoas pacatas são capazes de xingar a mãe do juiz e dos atletas durante todo o jogo, de mandar todos ou alguns dos que estão em campo se foderem (até os jogadores do próprio time). Em resumo, nada é racional em um campo de futebol. Aliás, os próprios jogadores se xingam durante os jogos, tudo para desestabilizar psicologicamente o oponente. As ofensas fazem parte do futebol de maneira tão natural quanto o fato de a bola ser redonda.
Ao pé da letra, xingar o juiz de "filho da puta" é crime, assim como também é chamar um jogador do time adversário de "viado" etc. Mas por que ninguém se revolta com os autores dessas ofensas? É tudo crime, minha gente! Assim como chamar um atleta de "macaco". Só muda o delito, mas são todas condutas criminosas.
GOOOOOOL DO MEU TIME! VAMOS, PORRA! EMPATAMOS O JOGO!
Voltando...
É muita hipocrisia esse povo todo de uma hora para outra achar inaceitável a conduta da gaúcha, mas no domingo essa mesma gente ir no estádio e chamar os jogadores do time adversário de "viados". Ué? "Macaco" não pode, mas chamar de "viado" pode? O peso das ofensas são diferentes?
Onde quero chegar. Pra mim, torcedor é tudo "doente" dentro de um estádio. Alguns mais, outros menos, mas todos "doentes".
GOOOOOOOL DE NOVO! VIRAMOS, CARALHO!
Voltando...
Se a torcida perde o controle racional durante o jogo, quem tem que ser punido pelos excessos é o time. Não UM torcedor individualmente. No caso concreto, o Grêmio foi eliminado da competição por causa do comportamento de sua torcedora e outros ao redor dela. Perfeito! Uma decisão padrão Europa e sem precedentes por aqui, onde tudo acaba em multas ridículas para os times de futebol. Punições ao clubes reprimem os torcedores de fazerem merda.
O torcedor é um "doente" que geralmente ama seu time acima de quase tudo. Por isso, ofende e se excede dentro do estádio. O torcedor prefere não fazer merda e vigiar os outros para também não fazerem se souber que seu time pode ser punido por suas condutas. Já punir UM torcedor individualmente pode até fazer o torcedor punido mudar suas condutas, mas tem efeito quase que nenhum sobre os demais.
Pra mim, foi lamentável a crucificação da gaúcha "doente" pelo Grêmio como se ela fosse uma racista nazista, digna de toda punição. Pra mim, ela errou, cometeu um crime, mas não fez algo que justificasse o tratamento que recebeu de nossa sociedade, que, diga-se de passagem, não é nem um pouco racista em suas práticas cotidianas...
Rotular de racista quem xinga em um campo de futebol, pra mim, é um excesso, haja vista as insanidades que os torcedores gritam sem pensar no calor de partidas de futebol. Veja se isso não é um depoimento de uma pessoa "doente" por um clube:
Ela fala mais do Grêmio, sua paixão, do que efetivamente do que fez. Pra mim, ela é "doente" pelo Grêmio, de fato, e não propriamente uma racista.
E digo mais. É preciso sensibilidade para saber diferenciar a conduta de quem ofende um adversário no calor do jogo daquela conduta de quem, de maneira premeditada, leva uma banana e faixas racistas para um campo de futebol, por exemplo. Pra mim, não dá pra colocar tudo no mesmo balaio.
Porém, infelizmente, nossa sociedade gosta de ser hipócrita, de dar peso igual para coisas diferentes; de achar mais reprovável a conduta individual da gaúcha branca em um campo de futebol do que as condutas de policiais que diariamente discriminam a população negra em suas abordagens de "suspeitos" e dos governantes que fecham os olhos para políticas de inclusão dos negros.
Quem dera se os problemas raciais de nosso país se resumissem a ofensas individuais proferidas por torcedores dentro de estádios de futebol.
A propósito, sabe o jogo que eu tava assistindo enquanto escrevia? Ganhamos daquele time de merda!
A caminho de sua 100ª postagem, o macaco de camisetas que escreve neste blog resolveu conceder uma entrevista exclusiva na qual preenche listas incomuns sobre suas preferências e, dessa forma revela traços de seu desconhecido perfil.
É no incomum que se descobre o que as pessoas têm de mais natural.
Don Quasímodo, poderia começar nos dizendo coisas comuns que você não sabe/consegue fazer?
1- Andar de bicicleta.
2 - Nadar.
3 - Ouvir em inglês e entender.
4 - Chamar garotas para sair.
5 - Abrir latas com abridor
Coisas incomuns das quais você gosta?
1 - o dia de Domingo
2 - cheiro de mato molhado de manhã
3 - sentir o avião pegando velocidade para decolar
4 - assistir programa político
Dilma, Marina ou Aécio?
Dilma.
Uma cidade a conhecer?
Buenos Aires.
Viagens incomuns a fazer:
1 - De trem, no vagão sem ar condicionado, de São Luis/MA até Parauapebas/PA.
2 - Islândia, Escócia e Irlanda.
3 - Mônaco.
4 - Cidade do México.
Gasturas/frescuras:
1 - Ouvir papel rasgando.
2 - Ver gente lixando unha.
3 - Encostar o dedo com a unha cortada em uma superfície áspera
Manias:
1 - ao entrar em casa, ir acendo as luzes de cada cômodo que vou entrando sem apagar as que acendi nos cômodos que deixei para trás (mania herdada de quando eu ainda tinha medo de escuro)
2 - cheirar as mãos
3 - usar sempre as mesmas expressões/reações para as mesmas situações
4 - almoçar sentado no chão (só vou para a mesa quando a ocasião exige)
5 - Cantar ao sentir medo.
Habilidades a desenvolver:
1 - pilotar avião
2 - pilotar carros de corrida
3 - aprender coreano (para entender o que falam os jornais da Coreia do Norte), russo e árabe
4 - ouvir bem em inglês
Comida detestável:
Bife de fígado
Pratos favoritos:
1 - Torta de espinafre
2 - Salmão com alcaparras
3 - Big Mac
Padrões de beleza favoritos:
1 - mulher ruiva com sardas
2 - mulher loira de olhos azuis
3 - morena brasileira (aquela de cor café com leite, com bunda e seios na medida)
É afrodisíaco para você:
1- mulheres com calça de couro
2- mulheres brancas vestidas de rosa claro ou de roxo
3 - mulheres sussurrando em francês
Diz aí umas músicas de raiz que ninguém imagina que você gosta:
1- "60 dias apaixonado" (Chitãozinho e Xororó)
2 - "Rio de Piracicaba" (Tião Carreiro e Pardinho).
2 - Sérgio Reis e Almir Sater são monstros também: "Poeira Vermelha", "Caminheiro", "Cortando estradão" e por aí vai.
Sei que não são sertanejas, mas curto muito também duas músicas paraenses que até já renderam postagens: "Eu te amo meu amor" (Frankito Lopes) e "Te encontro em Marabá" (Roberto Villar). São músicas de ritmo alegre e malemolente, feitas pelo povo para o povo.
Músicas de corno que você ouve:
1 - "É o amor" (Zezé di Camargo e Luciano): muito natural e poética
2 - "Quem sou eu sem ela" (Zezé di Camargo e Luciano): o refrão é daqueles bem grudentos
3- "Eu te darei o céu" (Roberto Carlos)
4 - "Vou tirar você deste lugar" (Odair José): Odair José é um gênio da música, compõe muito bem, diga-se de passagem. E não estou de gozação!
E rock? O que sugere?
Rock é meu ritmo favorito. Mas como gosto de muita coisa, vou destacar só o que curto de mais pesado:
1 - Dropkick Murphys: o que é eles tocando "Rocky Road To Dublin"? Foda! Aliás, quase entrei para pegar meu diploma ao som de "I'm shipping up to Boston"
2 - Motörhead
3 - "Dirty Window" e "Frantic" (Metallica)
E samba? Curte alguns?
1 - "Falador passa mal" (Originais do Samba)
2 - "Zé do caroço" (Revelação)
3 - "Convite para a vida" (Seu Jorge)
4 - "Juízo Final" (Nelson Cavaquinho)
5 - "Preciso me encontrar" (Cartola)
E a 100ª postagem? O que será?
Será como uma ejaculação precoce. Provavelmente será algo não planejado; uma ideia instintiva surgida na hora e transformada em texto. Acho que não tenho nem 3 leitores fiéis para planejar algo especial para eles hahaha